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Casas saudáveis e seguras: uma tendência-chave de consumo para 2021

11 fev 2021
Casas saudáveis e seguras: uma tendência-chave de consumo para 2021
A crise sanitária criou um consumidor mais emocional e exigente, mas também redefiniu prioridades. E a casa voltou a estar no centro de tudo.

A pandemia está a deixar uma pegada profunda nos hábitos de consumo em todo o mundo, e representa já a maior mudança comportamental das últimas décadas A crise sanitária criou um consumidor mais emocional e exigente, mas também redefiniu prioridades, com a saúde, segurança, proximidade, disponibilidade de produtos ou o seu preço a estarem no top dos novos hábitos, segundo um relatório elaborado pela área de Consumer Engagement da LLYC. Afinal, que tendências irão marcar o consumidor em 2021? A casa do futuro no pós-Covid-19 terá de ser, certamente, mais saudável e segura. Este é um exemplo, mas há outros.

De acordo com o realtório Tendências do Consumidor 2021 publicado no IDEAS, o think tank de liderança e conhecimento da consultora LLYC, a empatia das marcas será quase obrigatória para entender este novo consumidor, que está, há quase um ano, imerso na tensão emocional da pandemia.“É um cidadão global que se reconectou com o essencial e que buscará, mais do que nunca, a perceção de um lar saudável e seguro, onde a saúde mental deixou de ser um tabu e passa a fazer parte das conversações do dia-a-dia”, refere a consultora.

“A (r)evolução que estamos a viver passa por uma mudança radical na forma como nos relacionamos e por um regresso aos aspetos mais primários e às garantias de segurança. Os consumidores exigirão das marcas mais um passo no seu compromisso com as pessoas para estarem mais perto delas e criarem uma diferença real nas suas vidas; quer seja em termos de empatia e de ligação emocional, quer seja através de aspetos mais racionais, como a proximidade e a prontidão no momento de responder às suas necessidades. Mais do que informação comercial esperam  que se posicionem e opinem frente a temas sociais e políticos”, explica Marlene Gaspar, Diretora de Engagement e Digital em Portugal.

A 10 tendências que irão marcar o consumidor em 2021

1. Emoções ao poder

Desde março do ano passado que entrámos numa “era de emoções fortes”, que dará impulso à Internet of Behaviours (IoB). De acordo com o estudo, acredita-se que a IoB pode tornar-se uma grande ferramenta de marketing e vendas porque, além de fornecer informações sobre comportamentos, permitirá prever comportamentos e até mesmo emoções em momentos específicos do dia a dia do consumidor. Fazê-lo sem perder a confiança dos consumidores será o grande desafio das marcas.

2. Simples e menos

Reconectámo-nos com o essencial e redefinimos as nossas prioridades com a crise pandémica em que vivemos. O minimalismo e a simplicidade serão reis, e as marcas tendem a apostar numa oferta menor em termos de variedade, mas mais profunda no seu significado e valor para o consumidor. Algumas já propõem aos consumidores adquirir menos produtos, mas de maior qualidade. É por isso que está na altura de dar palco aos produtos hero e de demonstrar, com contributos contados e poderosos, como as marcas podem ter um impacto positivo e real na vida das pessoas.

3. Saúde mental

As doenças mentais deixaram de ser um tema tabu, e há cada vez mais marcas que recorrem a estes temas para dialogar com o consumidor. Segundo a OMS, 450 milhões de pessoas sofrem de um distúrbio mental ou de comportamento, e o choque emocional gerado pela pandemia veio agravar ainda mais estes indicadores. É por isso um propósito muito relevante para as marcas entrar neste território tão pertinente no dia a dia.

4. Casa saudável e segura

Nunca imaginámos que iríamos passar tanto tempo em casa ao longo do último ano. O próximo desafio da arquitetura sustentável e ecológica é colocar no centro do projeto arquitetónico o design do bem-estar das pessoas. O WELL Building Standard™ ilustra este objetivo, que pretende ser um modelo para medir características que apoiem e promovam a combinação de conforto e saúde num espaço físico. O uso eficiente da tecnologia numa casa inteligente será outro dos focos-chave das marcas em 2021.

5. Dessincronização social

A nossa nova forma de vida tem impacto direto sobre os três eixos de trabalho, lazer e família, e exige flexibilidade e exercício de definição de limites pessoais e de trabalho. Nesta equação, o consumidor está cada vez mais exigente com a disponibilidade imediata da sua compra. É por isso que o e-commerce é a nova pedra angular graças às garantias de segurança que oferece e transforma a distribuição num desafio e numa alavanca estratégica para as marcas.

6. A acessibilidade manda

A sensação de incerteza associada à preocupação com a saúde e as condições económicas torna as pessoas mais conservadoras na maioria das suas decisões. Mais do que nunca, os consumidores pensam duas vezes antes de gastar e estão mais motivados para a poupança, devido à incerteza que este contexto lhe traz. É por isso que a acessibilidade torna-se novamente essencial para fidelizar o cliente.

7. A era da criatividade

O dia a dia exige que criemos novas formas de estar e a tendência é que este modo de vida mais criativo se torne o status quo. A pandemia acelerou a digitalização a passos largos e estamos a assistir a profundas mudanças a nível económico e social que marcarão a nossa geração. As empresas e as indústrias vão precisar de criatividade para se manterem relevantes. É por isso que 2021 exigirá uma readaptação contínua e o despertar do nosso “eu” mais criativo.

8. Um novo modelo de cidade

A pandemia levou à redefinição de novos estilos de vida em que o ser humano mudará a sua maneira de se deslocar e de viver no meio urbano, transformando, assim, a experiência de consumo. O desafio é facilitar o redesenho das cidades, incluindo atividades culturais, atividades ao ar livre e desportos.

9. Cultura do cancelamento

O isolamento fez disparar o impacto cultural da Internet, dando lugar a uma nova etapa para o ativismo social digital. A cultura do cancelamento não deixa apenas margem de manobra contra os juízos de valor dos utilizadores. As marcas enfrentam, assim, uma maior responsabilidade face às suas ações que os consumidores exigem no mercado.

10. Apoio ao local

O consumo de proximidade revaloriza os bairros como unidade de relação e incita à compra reflexiva, e está associado à sustentabilidade e à criação de emprego. O desafio de 2021 será ver se a importância que os consumidores deram aos negócios locais se equilibra com o crescimento do e-commerce, à medida que o mercado se normaliza. Neste cenário, os grandes players terão de focar as suas estratégias numa perspetiva global real.

Fonte: Idealista News

 

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