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Crédito às famílias com tendência de crescimento

01 abr 2021
Crédito às famílias com tendência de crescimento
O Banco de Portugal (BdP) revelou que o total de empréstimos às famílias voltou a aumentar no mês de Fevereiro de 2021, situando-se agora nos 120.958 milhões de euros. Trata-se do valor mais alto desde Junho de 2015.

De acordo com o BdP, no final de Janeiro de 2021, o stock dos empréstimos concedidos pelos bancos aos particulares era de 120.958,1 milhões de euros, valor acima dos 120.793,2 milhões de euros registados do mês de Dezembro de 2020 e dos 119.101 milhões de euros verificados em Fevereiro de 2020.

O BdP sublinha que é preciso recuar até Junho de 2015 para encontrar um stock mais alto de empréstimos a particulares, sendo que no mês em questão o valor atingiu os 121.033,5 milhões de euros.

Ao nível dos particulares, o destaque vai para os empréstimos à habitação que continuam a tendência de crescimento desde Dezembro de 2019, que atingiram os 95.530,9 milhões de euros em Fevereiro, face aos 95.278,6 milhões de euros do mês anterior e os 93.101,7 milhões de euros homólogos. Em Fevereiro, a taxa de variação dos empréstimos a particulares para habitação foi de 2,7%, reflectindo um aumento de 0,2 pontos percentuais (p.p.) face a Janeiro.

No que se refere aos empréstimos para consumo, a taxa de variação anual desceu 1,2 p.p. relativamente ao mês anterior, para -1,7%, com o montante total de crédito ao consumo a fixar-se em 18.853,7 milhões de euros, recuando face aos 19.099,1 milhões de euros de Janeiro e aos 19.236,3 milhões de euros de Fevereiro de 2020.

Os empréstimos para outros fins totalizavam 6.573,5 milhões de euros em Fevereiro, mais 68 milhões de euros do que em Janeiro, mas abaixo dos 6.762,9 milhões de euros de Fevereiro de 2020.

O BdP foca ainda o malparado que no crédito à habitação manteve-se em Fevereiro nos 0,6%, o mesmo valor de Janeiro e abaixo dos 0,8% do mês homólogo. Já no crédito ao consumo e outros fins, o malparado representava 6,3% em Fevereiro, tendo-se também mantido estável face a Janeiro e abaixo dos 6,6% de Fevereiro de 2020.

Nota ainda para o facto de os depósitos de particulares nos bancos residentes terem atingido “o valor mais elevado de sempre”, perfazendo um total de 163.800 milhões de euros no final de Fevereiro, a uma taxa de variação anual de 8,9%, valor 1,1 p.p abaixo do registado em Janeiro.

 

Fonte: Magazine Imobiliário
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