Notícias
o mais importante sobre o mercado imobiliário
Notícias
voltar \ Portugueses compram ou arrendam mais habitação na pandemia?

Portugueses compram ou arrendam mais habitação na pandemia?

30 out 2020
Portugueses compram ou arrendam mais habitação na pandemia?
Dados do INE mostram que Portugal continua a ser um país de proprietários.

Portugal continua a ser um país de proprietários. Em 2011 – ano em que foram realizados os últimos censos –,  este regime de ocupação representava 72% dos alojamentos familiares clássicos ocupados, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). E a tendência parece manter-se inalterada. No segundo trimestre de 2020, considerando o conjunto dos 12 meses anteriores, foram efetuadas 3,5 transações por 100 alojamentos clássicos, enquanto foram celebrados apenas 1,2 novos contratos de arrendamento por 100 alojamentos.

A Área Metropolitana de Lisboa (AML) é a região que regista um maior dinamismo em ambos os mercados: por cada 100 alojamentos clássicos foram transacionados 4 e celebrados 1,6 novos contratos de arrendamento, indica o instituto de estatísticas público. Pelo contrário, a Região Autónoma da Madeira apresentou a dinâmica mais reduzida no mercado de aquisição e de arrendamento. Em 100 alojamentos clássicos, 2,3 foram transacionados, e celebrados 0,9 novos contratos de arrendamento.

Dsg NUTS III Número de transações por 100 alojamentos familiares clássicos Número de novos contratos de arrendamentos por 100 alojamentos familiares clássicos
  2ºT 2020 2ºT 2020
PORTUGAL 2,9 1,2
Norte 2,6 1,2
Centro 2,3 1,1
Área Metropolitana de Lisboa 4,0 1,6
Alentejo 2,3 0,9
Algarve 3,5 1,1
R. A. Açores 2,5 1,0
R. A. Madeira 2,3 0,9

Rendas estão sobrevalorizadas, diz INE

O INE compara ainda os valores praticados nos mercados de arrendamento e de aquisição ao nível local, apontando “indícios de sobrevalorização relativa” dos valores de arrendamento, face aos valores dos preços da habitação, tanto na maioria dos municípios da Área Metropolitana de Lisboa – salientando-se a exceção do município de Lisboa –, como na maioria dos municípios da Área Metropolitana do Porto. E, de uma forma geral, nos municípios com mais de 100 mil habitantes. Já na generalidade dos municípios do Algarve verifica-se o contrário, isto é, uma subvalorização relativa das rendas.

INE
 
Veja Também